Saudades daqui! Acho que essa é uma frase constante quando entro no blog.
Não quero falar de dores. Elas não devem transitar pela poesia, devem adormecer sob comprimidos, líquidos, vapores. Se derem as caras que estejam ao menos maquiadas de conhaque. Expor a dor não vale, todo mundo a tem. A dor é tão velha quanto o comércio entre duas moléculas orgânicas. Ela não convém à arte, torna-se vulgar, ridícula, não desen-cadeia suposições, invoca antes supositório. Ninguém escreve sob a dor, nem deve sobre. Ninguém lê sob a dor, nem deve sobre — ela é assunto (para)médico. É tétrica. Faz pensar na morte e a escrita é um ato de vida, lida.
Dor de dente, dor-de-corno e cotovelo, dor nas costas, dor no peito e na cabeça, nó na garganta, pé quebrado, dor de barriga, dor de partir, de não voltar, dor que se infiltra pelas paredes como água de chuva e de cano furado, dor da pia pingando noite adentro e do latejamento rubro acerca de um espinho, todas essas e as outras devem ser riscadas. A página de dor deve ser em branco aspirina.



5 comentários:
Nossa...qnto tempo! rs
bem, de falta de tempo ambas entendemos, que bom q usas teu tempo para algo que realmente gosta, isso é maravilhoso!
Volte sempre a meu espacinho, adoro tuas visitas!
bjos
Querida, sei como é. Não é a toa que nos indetificamos tanto, né mesmo? rsrs
Saudades suas. Beijos e luz - como vc diz.... nessa rotina sua!
=*
Não some mais não, arruma um tempo pra bloguear... beijos
adoro seu lugarzinho.
gostei muito da maneira do poeta colocar a dor, li todo o post, e não achei o poema dolorido de ler até o fim, gostei da maneira dele buscar as palavras no cérebro dele...
abraços do :::FER:::
brigado pelo carinho... obrigado ter me visitado
abraceijos do :::FER:::
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