sábado, 31 de julho de 2010

Sobre dores e falta de tempo!

Saudades daqui! Acho que essa é uma frase constante quando entro no blog.

Mas o sumiço é devido a correria da vida, e como minha vida tá corrida meu Deus!
Trabalho praticamente 14 horas por dia., e estou vivendo uma das frases do poema de Cecília Meireles "Lua Adversa" : Não me encontro com ninguém (tenho fases, como a lua...).
Mas o que salva é que gosto do que faço, gosto muito, de verdade, mas tem umas horas que sinto falta de ter um dia de folga, uma semana de folga, de tirar um mês de férias.Mas, como sabemos não se poder ter tudo.Não é?
E então estou me adaptando a curtir ao máximo o curto tempo de folga que tenho.
Mas mudando de assunto, esses dias recebi um email de um amigo poeta que tenho uma crônica poética que fala sobre dores, quem não as tem, não é?risos.Escrita por um poeta alagoano chamado Fiuza!
Resolvi compartilhar com vocês, espero que gostem e que tenham um fim de semana mágico!
PAZ E LUZ!
Dores de fora

Não quero falar de dores. Elas não devem transitar pela poesia, devem adormecer sob comprimidos, líquidos, vapores. Se derem as caras que estejam ao menos maquiadas de conhaque. Expor a dor não vale, todo mundo a tem. A dor é tão velha quanto o comércio entre duas moléculas orgânicas. Ela não convém à arte, torna-se vulgar, ridícula, não desen-cadeia suposições, invoca antes supositório. Ninguém escreve sob a dor, nem deve sobre. Ninguém lê sob a dor, nem deve sobre — ela é assunto (para)médico. É tétrica. Faz pensar na morte e a escrita é um ato de vida, lida.

Dor de dente, dor-de-corno e cotovelo, dor nas costas, dor no peito e na cabeça, nó na garganta, pé quebrado, dor de barriga, dor de partir, de não voltar, dor que se infiltra pelas paredes como água de chuva e de cano furado, dor da pia pingando noite adentro e do latejamento rubro acerca de um espinho, todas essas e as outras devem ser riscadas. A página de dor deve ser em branco aspirina.



5 comentários:

Just Eventually disse...

Nossa...qnto tempo! rs

bem, de falta de tempo ambas entendemos, que bom q usas teu tempo para algo que realmente gosta, isso é maravilhoso!

Volte sempre a meu espacinho, adoro tuas visitas!

bjos

Mariana disse...

Querida, sei como é. Não é a toa que nos indetificamos tanto, né mesmo? rsrs

Saudades suas. Beijos e luz - como vc diz.... nessa rotina sua!

=*

Anônimo disse...

Não some mais não, arruma um tempo pra bloguear... beijos
adoro seu lugarzinho.

::::FER:::: disse...

gostei muito da maneira do poeta colocar a dor, li todo o post, e não achei o poema dolorido de ler até o fim, gostei da maneira dele buscar as palavras no cérebro dele...


abraços do :::FER:::

::::FER:::: disse...

brigado pelo carinho... obrigado ter me visitado


abraceijos do :::FER:::